silêncio, tanto silêncio
ou eu estou surda.
queria ter mergulhado no rio São Francisco
meus olhos ficaram doendo do sol daquela cidade
e ainda lacrimejam a tua água de rio com cor de mar
eu precisava e deixei alguma coisa cair no chão de areia
Petrolina
não vou mais lá e durei pouco
andei-te sensível, à luz, querendo viver no sótão com os morcegos
para permanecer calma, pendurada de cabeça para baixo, entregue ao sono dos cegos
os morcegos sonham com pescoços?
eu nem sei, Petrolina, o que cansou meu desejo...
ah, se à mim bastasse o teu pescoço e sangue quente!
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